Quem tem uma horta sabe que as curgetes têm o dom de aparecer todas ao mesmo tempo. De repente, há mais do que se consegue comer, e o desafio é encontrar maneiras diferentes de as usar. A boa notícia é que a curgete é um legume suave, que se adapta a inúmeras receitas.
Ao lume e no forno
Cortada em rodelas e salteada em azeite com alho, a curgete fica pronta num instante. Juntando tomate e manjericão, obtém-se um acompanhamento ou um molho para massa. Junte sempre um pouco de sal no fim, para que a curgete não largue tanta água. Ao forno, cortada em palitos, temperada com azeite, sal e ervas e passada por um pouco de pão ralado, fica estaladiça por fora e macia por dentro.
Também pode ser recheada. Corte as curgetes ao meio, retire a polpa com uma colher e misture-a com cebola salteada, arroz cozido, queijo e ervas. Volte a encher as metades e leve ao forno até estarem macias e douradas. Uma curgete grande, com casca dura e sementes graúdas, presta-se bem a este tipo de receita.
Massas, sopas e bolos
Ralada e espremida, a curgete pode entrar em fritadas, hambúrgueres de legumes e até em bolos. Numa massa de bolo com limão ou chocolate, a curgete ralada dá humidade sem se notar o sabor. Também fica excelente em sopas cremosas, batida com cebola e batata, ou em tiras finas, à maneira de massa, salteada com um molho de tomate.
Quando há mesmo demais, convém conservar. Corte as curgetes em cubos, escalde-as brevemente em água a ferver, escorra-as e congele-as em sacos. Assim ficam prontas para sopas e guisados durante o inverno. Também se podem grelhar em fatias e guardar num recipiente fechado, no frigorífico, para servir em sanduíches ou saladas.
Colha as curgetes pequenas ou médias, que são mais tenras e têm menos sementes. Guarde-as no frigorífico e use-as em poucos dias. Quando aparecerem em excesso, partilhe com vizinhos e amigos, que costumam agradecer. Com um pouco de criatividade, uma abundância de curgetes deixa de ser um problema e passa a ser uma bênção na cozinha.